O crédito rotativo do cartão é uma das formas de crédito mais caras do mercado — mesmo depois de uma lei limitar o teto de juros, ainda pode significar pagar o dobro do valor da dívida original em pouco tempo. Entender como sair dele rapidamente evita que o problema cresça.
Por que o rotativo é tão caro
As taxas mensais do rotativo nos grandes bancos costumam ficar entre 12% e 18% ao mês, o que em juros compostos equivale a algo entre 290% e 540% ao ano. A Lei 14.690 criou um limite: os juros e encargos do rotativo não podem fazer a dívida ultrapassar o dobro do valor original da fatura.
Primeiro passo: confira se o limite legal está sendo respeitado
Antes de qualquer negociação, verifique se os juros acumulados já não ultrapassaram o teto legal — a dívida não pode superar duas vezes o valor original da fatura por conta de juros e encargos do rotativo.
Alternativas mais baratas para quitar o rotativo
- Empréstimo pessoal: em outro banco ou fintech, com taxas geralmente bem menores que o rotativo do cartão.
- Crédito consignado: para quem é aposentado, pensionista ou tem carteira assinada, costuma ser a opção mais barata do mercado, com taxas bem inferiores às do cartão.
- Renegociação direta com o banco: muitos bancos oferecem parcelamento da fatura com juros menores do que o rotativo, especialmente para quem entra em contato antes de atrasar o pagamento.
Como evitar cair no rotativo de novo
- Pague sempre o valor total da fatura, não apenas o mínimo.
- Se não conseguir pagar tudo, parcele a fatura assim que possível — antes de entrar automaticamente no rotativo.
- Ajuste o limite do cartão para um valor compatível com sua renda, evitando gastar mais do que consegue quitar.
Perguntas frequentes
A dívida do rotativo pode crescer para sempre?
Não. Por lei, os juros e encargos do rotativo não podem fazer a dívida ultrapassar o dobro do valor original da fatura.
Vale a pena pegar outro empréstimo para pagar o cartão?
Se a taxa do novo empréstimo for significativamente menor que a do rotativo — o que costuma ser o caso do consignado ou de um empréstimo pessoal — pode reduzir bastante o custo total da dívida.
Pagar só o mínimo da fatura é uma opção segura?
Não é recomendado como estratégia contínua — pagar só o mínimo mantém o saldo restante no rotativo, acumulando os juros mais altos do mercado.
Este conteúdo tem caráter informativo. O LFA Benefícios não é um site oficial do governo — consulte sempre seu banco para confirmar taxas e condições atualizadas.